Reserva de emergências para endividado: vale a pena?

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Outro dia, ao final de uma palestra sobre Educação Financeira, uma ouvinte me perguntou: reserva de emergências para endividado: vale a pena?

Antes de encarar de frente a questão, é preciso reforçar que esta pergunta é muito pertinente. Afinal, muita gente acredita que seja um contrassenso guardar dinheiro quando a pessoa tem dívidas, mas esse pensamento pode estar equivocado…

Diante disso, a pessoa se questiona: se estou pagando juros muito maiores na minha dívida do que aqueles em que eu receberia para investir meu dinheiro, porque eu deveria guardar uma grana?

A questão é que se a pessoa já fez o primeiro dever de casa e conseguiu trocar as dívidas caras de cartão de crédito e cheque especial por outras mais baratas, como o consignado, por exemplo, seus juros não devem estar dos mais altos atualmente.

Pois é… De repente, ela se encontra em um dilema em que, mesmo pagando todas as contas e mais as dívidas em dia, ainda sobra uma grana. O que fazer em seguida? Adiantar algumas parcelas do empréstimo ou formar uma reserva de emergências?

 

Adiantar o empréstimo ou guardar uma grana: eis a questão!

Se o indivíduo optar por adiantar prestações para reduzir a dívida, provavelmente ficará sem nenhuma reserva e aí algum dos cenários abaixo pode ocorrer:

A) O cano da cozinha resolve furar e molhar tudo além de estragar o armário.

B) Seu filho adoece e será necessário comprar remédios caros.

C) Fura o pneu do seu carro e será necessário comprar pneus novos.

Como você fica em qualquer dessas situações? Provavelmente, você acaba no cheque especial, deixa de pagar a fatura do cartão do mês, ou simplesmente se endivida no cartão de crédito com valores maiores do que vai conseguir pagar no próximo mês. E o ciclo de dívidas com juros altos começa novamente!

Consegue entender a importância de uma reserva de emergências, mesmo que seja pequena, para uma eventualidade de última hora?

Mas, Leticia… Você não estaria sendo muito pessimista ao pensar em tantas coisas ruins?

Sim, posso parecer pessimista, mas a grande verdade é que essas coisas acontecem. A probabilidade de uma delas acontecer em especial pode até ser pequena, mas a probabilidade de ao menos uma coisa incerta acontecer ao longo do mês é muito grande.

Mas, a questão é que não se trata de ser pessimista ou otimista, mas realista. O fato é: estamos cercados de imprevistos por todas as partes e precisamos estar efetivamente preparados para lidar com eles. A solução para essas incertezas corriqueiras da vida é ter uma reserva de emergências. É exatamente para isso que ela serve.

Nesse caso, eu não indico um valor muito alto, mas um pequeno valor já pode ser de grande valia para você não se enrolar novamente! Veja aqui quanto você deveria ter de reserva de emergências, se não estiver endividado.

Para fecharmos com chave de ouro, se você ainda não sabe como sair das dívidas e formar a sua reserva de emergências, recomendo que leia o artigo “Como se livrar das dívidas e se transformar em um poupador”. É chegada a hora de mudar o jogo! Bom trabalho!