Consolidação de dívidas: o que é? Vale a pena?

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Consolidação de dívidas nada mais é do que a substituição de vários empréstimos por apenas um. Ela pode ser ofertada diretamente pelos bancos aos seus clientes ou provocada diretamente por estes.

A pergunta seguinte é: mas… vale a pena consolidar as dívidas?

Existem vários motivos que tornam a consolidação de dívidas algo bastante interessante. Alguns deles são:

  • Melhor organização do orçamento pessoal, com apenas uma prestação mensal a pagar, ao invés de várias parcelas, advindas de diversos empréstimos.00
  • Possibilidade de pagar uma taxa de juros menor do que as que estão sendo pagas nos múltiplos empréstimos ativos.
  • Possibilidade de alargar o prazo para pagar e de contar com uma prestação mensal menor, o que pode significar um alívio no orçamento doméstico ou implicar até mesmo num reequilíbrio financeiro das contas pessoais.

Estas razões são realmente interessantes e impulsionam muita gente a tomar este tipo de decisão, mas é preciso ter alguns cuidados nesta hora…

 

Cuidados com a consolidação das dívidas

Antes de tomar uma decisão como esta, a pessoa deve conhecer a sua real situação. É preciso fazer um levantamento dos juros (Custo Efetivo Total), valor das parcelas e saldo devedor de cada empréstimo, para que, somente depois, possa compará-la ao potencial novo cenário, caso a consolidação das dívidas seja uma alternativa.

Ocorre que muita gente, diante da proposta oferecida pelos bancos, termina olhando apenas para a diminuição do valor total da prestação mensal. Mas elas simplesmente ignoram o fato de que podem estar assumindo uma dívida maior, num prazo mais longo, pagando mais taxas e juros.

Foi isso que expliquei em uma entrevista que concedi recentemente para a Revista Exame (clique aqui para ler): “É importante visualizar o saldo devedor de cada dívida e quantas parcelas falta pagar, bem como a soma de todas as parcelas atuais antes de optar pela modalidade”.

Lembre-se que o novo empréstimo pode até ter juros menores, mas as tarifas cobradas podem ser mais altas, tornando a mudança desinteressante. Como citado pela matéria da Exame, “para não cair na pegadinha, basta comparar o Custo Efetivo Total (CET) da nova operação com os das antigas”. Eventualmente, caso tenha uma dívida com CET menor, esta não deveria entrar nessa consolidação.

Outra medida essencial é procurar outros bancos e fazer comparações. Utilize a livre concorrência a seu favor. Pesquise! Não aceite a primeira oferta de cara, sem antes consultar outras opções disponíveis.

Além disso, como já foi dito antes, é muito importante que a parcela caiba no seu bolso. Esse ponto é especialmente relevante porque, caso isso não aconteça, vai ser difícil reduzir a parcela novamente no curto prazo. Lembrando que:“Em dívidas mais longas o saldo devedor abaixa muito devagar. Por isso, a dívida não pode ser muito longa e nem ter parcelas altas a ponto de comprometerem o orçamento novamente” (EXAME).

Para finalizarmos, como podemos notar, a consolidação das dívidas é sim uma opção interessante, se bem utilizada. Entretanto, como em tudo que envolve finanças, é preciso uma análise minuciosa e consciente. Como não poderia deixar de ser, o auxílio de um bom planejamento financeiro é muito relevante!

Para saber mais sobre esse assunto, leia este artigo também: https://www.leticiacamargo.com.br/vale-pena-renegociar-divida/