Como o risco deve ser encarado por você?

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Todas as decisões que tomamos na vida têm algum nível de risco. Isso ocorre basicamente pelo fato de que sempre existe a chance de as coisas não saírem exatamente como esperado, ou planejado.

Em finanças, é preciso ficar claro que quanto maior o potencial de ganho de um investimento, maior tende a ser o risco envolvido na operação. Desse modo, se existe potencial de ganho, também existirá potencial de perda, inclusive de perda de tudo o que foi investido.

E foi exatamente isso que publiquei em meu último artigo na Revista Em Condomínios: “da mesma forma que investimentos mais arriscados podem proporcionar um alto retorno, também poderão acarretar em uma grande perda”.

No texto, reforcei que é daí que surge a necessidade de alinhar as expectativas de quem quer investir com as características de um investimento.

“É por isso que é importante avaliar o seu perfil de investidor e o seu horizonte de investimento, de modo a verificar se um determinado investimento é adequado para você e se está alinhado aos seus objetivos.”

 

Risco e diversificação

Outra recomendação que faz toda a diferença quando a finalidade é trabalhar pela redução dos riscos inerentes a uma carteira de investimentos é a diversificação. Por meio dela, é possível minimizar os riscos e diminuir o impacto de possíveis perdas no valor total investido.

Uma diversificação adequada e eficiente vai permitir que quando um investimento estiver apresentando perda, esta rentabilidade negativa possa ser compensada por outros investimentos que estiverem apresentando ganhos.

Este raciocínio nos remete ao velho bordão de que nunca devemos colocar todos os ovos na mesma cesta, já que bastaria uma queda para se perder tudo de uma única vez. Quando em várias cestas, mais diversificação, e menor o risco de se perder tudo.

O que ocorre na prática é que a avaliação do perfil do investidor e seu horizonte de investimentos determinarão a alocação da carteira nas classes de ativos e qual deverá ser o peso de cada uma na carteira.

 

Risco e Balanceamento

É possível que a alocação da carteira, com o passar do tempo, esteja diferente da alocação desejada.

Esta constatação nos remete a uma necessidade: é preciso trabalhar no rebalanceamento, ou reequilíbrio, da carteira de investimentos regularmente.

A ação do tempo provavelmente irá fazer com que os percentuais previamente definidos comecem a se alterar, ou seja, provavelmente os ativos mais arriscados – que devem ter maiores retornos – aumentarão sua participação na carteira. Algum tempo depois, será preciso trabalhar no reequilíbrio do portfólio para manter o grau de risco adequado à cada indivíduo.

“Esta realocação tem o objetivo de manter a exposição desejada, pois caso não haja nenhum ajuste ao longo do tempo, a tendência é de que os ativos de maior risco aumentem sua participação na carteira em termos percentuais, o que fará com que você fique mais exposto aos riscos do que deveria.” (artigo citado)

Quer um exemplo? Imagine que a avaliação do seu perfil de investidor tenha recomendado que você invista 50% do seu capital em títulos do Tesouro, 40% em um fundo imobiliário e 10% na bolsa de valores.

Depois de alguns meses, vamos imaginar que a configuração 50% x 40% x 10% tenha sido alterada por conta das oscilações destes investimentos e agora se apresente assim: 40% x 30% x 30%. Repare que os investimentos realizados na bolsa de valores ganharam maior relevância em comparação com os demais. Será preciso realocar os investimentos se o investidor não desejar incorrer em riscos inadequados ao seu perfil.

Ainda, uma outra vantagem deste rebalanceamento é a venda na alta (lembra que a bolsa tinha subido e portanto o percentual em ações estava maior?), e a compra na baixa (caso as ações tivessem diminuído a sua participação na carteira).

Acesse o artigo citado clicando no botão a seguir:

Finanças Pessoais

Todos esses conceitos e técnicas podem e devem ser utilizados a favor daquele que investe, sempre respeitando o que esta pessoa espera para o futuro, quais são os seus planos e quais os riscos que aceita correr.

Nessa esteira, é preciso ficar claro que as incertezas sempre existirão e serão inevitáveis. O importante é uma carteira diversificada que possa minimizar estes riscos!