Como escolher um CDB para aplicar?

158 views
Como escolher um CDB para aplicar?

Uma dúvida que muita gente tem é como escolher um CDB para aplicar. São várias opções e isso acaba dificultando a escolha. Sobre esse assunto, escrevi um texto para a Época Negócios, respondendo essa pergunta de um leitor. Leia aqui a resposta completa.

Antes de mais nada, para poder escolher a opção mais adequada a você, é preciso entender os seus objetivos, o seu perfil de risco e o seu horizonte de investimentos. É importante saber para qual objetivo você pretende investir esses recursos: para a sua reserva de emergências, para a aposentadoria ou para comprar um novo automóvel no médio prazo, por exemplo.

Se o seu caso for um investimento para a reserva de emergências, leia aqui essa reportagem do 6minutos onde também contribuí explicando sobre onde e quanto aplicar na reserva de emergências.

 

O que é o CDB

Antes de qualquer coisa, é bom explicar o que é um CDB. O CDB é o Certificado de Depósito Bancário, um título de renda fixa emitido por uma instituição financeira.

Quando você investe num CDB, na verdade está emprestando seus recursos para o banco, que vai pegar esse dinheiro e emprestar para alguém que esteja precisando.

A dinâmica é a seguinte: você compra um CDB e no vencimento, ou no resgate, vai receber seus recursos atualizados até esta determinada data, de acordo com a remuneração definida na compra.

 

Qual é a remuneração do CDB?

A remuneração a ser recebida, normalmente é uma dentre essas 3 formas:

  • a) um percentual do CDI,
  • b) uma taxa prefixada ou
  • c) híbrida, pagando IPCA (inflação) mais uma taxa de juros prefixada.

Ainda é importante ressaltar que, quanto maiores forem os prazos dos títulos e os valores aplicados, mais altas tendem a ser as taxas de juros oferecidas pelas instituições emissoras do título.

Apesar de não ser do conhecimento de todos, é possível receber melhores remunerações investindo num CDB do que na poupança. E vale lembrar que se o investimento for no mesmo banco, o risco em investir em qualquer um desses dois ativos é o mesmo.

Por conta do risco de crédito, aquelas instituições que tiverem ratings mais altos (boas pagadoras e que tenham baixo risco de quebrar) poderão pagar taxas de juros um pouco menores, enquanto aquelas cujo rating é um pouco menor pagarão taxas de juros mais altas.

Para mitigar esse risco de o banco quebrar, existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante o valor de até R$ 250 mil por investidor em um mesmo conglomerado financeiro. Lembrando que essa garantia é limitada a R$ 1 milhão a cada período de 4 anos.

Conforme escrevi no texto da Revista: “Então, ao investir num CDB é importante avaliar o risco de crédito da instituição financeira que está emitindo esse título, ou seja, é preciso saber para quem você está emprestando os seus recursos. Por mais que o FGC garanta o pagamento do seu dinheiro de volta, pode demorar algum tempo e, além disso, após a falência do banco, os recursos não são mais remunerados.”

 

Qual a liquidez do CDB e o que devo saber sobre o prazo de resgate?

É importante analisar a liquidez do CDB que você irá escolher para a sua carteira: se tem resgate diário ou se existe uma carência em que o dinheiro ficará preso por um tempo (note que algumas vezes só será possível reaver o dinheiro no vencimento do título).

Se o investimento for para a reserva de emergências, é desejável que o resgate seja diário, que o CDB pague juros atrelados a um percentual do CDI e que a instituição emissora tenha uma boa qualidade de crédito.

De outro lado, se o objetivo for para um prazo mais longo, não há a necessidade de resgate imediato, podendo ser somente no vencimento. A remuneração pode ser aquela híbrida, atrelada à inflação acrescida de uma taxa prefixada, por exemplo.

Uma outra questão a ser avaliada é o prazo do investimento… Verifique se ele se adequa aos seus objetivos. E lembre-se que, para os prazos mais curtos de vencimento ou de resgate (até 180 dias) o imposto será de 22,5% sobre os rendimentos. Esse imposto vai caindo ao longo do tempo até chegar aos 15% para vencimentos ou resgates após 720 dias da aplicação.

Não se esqueça que para prazos de vencimento ou de resgate em até 30 dias da aplicação, também irá incidir o IOF (imposto sobre operações financeiras) sobre os rendimentos.

 

Por fim, é válido frisar que as taxas de juros atuais estão muito baixas e que dificilmente será possível superar a inflação apenas investindo em produtos conservadores, como no caso do CDB DI. Agora, mais do que nunca, faz-se necessária uma diversificação de sua carteira de investimentos, sob pena de ter uma redução do seu poder de compra.

Portanto, estude bastante sobre as opções e faça as melhores escolhas! Bons investimentos!