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Como administrar o ‘vício bom’ de poupar

Como administrar o ‘vício bom’ de poupar

by Leticia Camargo / segunda-feira, 21 janeiro 2013 / Published in Coluna Consultório Financeiro, Finanças Pessoais, Na mídia, Valor Econômico
Como administrar o vício bom de poupar

Dúvida do Leitor:

Sou “viciado” em poupar. Aplico quase todo o dinheiro que sobra, pois tenho muito receio de enfrentar problemas financeiros. Às vezes, acho que estou exagerando. Como consumir um pouco mais sem comprometer meu futuro?

Leticia Camargo, CFP:

Se o seu hábito de poupar puder realmente ser chamado de “vício”, pode ter certeza de que este é um bom problema. Saiba que você está na contramão da maioria das pessoas, mas nem por isso esta propensão à poupança é ruim! Trata-se de algo raro hoje em dia, já que é muito difícil fugir dos apelos das campanhas de marketing.

O ideal é que se consiga poupar pelo menos entre 10% a 15% de sua renda líquida mensal. Conheço pessoas que economizam mensalmente até 40% do que ganham e nem por isso são avarentas! São apenas econômicas, se preocupam com o futuro próprio e o de seus entes queridos.

Outro aspecto importante a se pensar são os objetivos. Qual sua intenção ao fazer esta poupança? Garantir uma aposentadoria tranquila? Este é um ótimo motivo. Muitas pessoas só conseguem pensar em guardar dinheiro com foco no consumo: para comprar um novo carro, fazer uma viagem, por exemplo. Mas, acumular um valor para garantir um futuro melhor é muito válido e, na maioria das vezes, necessário.

Para aqueles que são assalariados e possuem um padrão de vida acima de R$ 3.916,20 (teto do INSS atualmente)*, esta poupança será imprescindível para complementar o valor da aposentadoria. É preciso lembrar que, nesse período da vida, as despesas, médias costumam variar entre 70% e 80% daquelas que o indivíduo possuía no período em que estava na ativa.

Para suportar esses gastos, será necessário utilizar a poupança de toda a vida, efetuando resgastes mensais de seus investimentos. Você precisará acumular esta reserva enquanto ainda é produtivo, como já está fazendo. Se quiser a garantia de que poderá efetuar essas retiradas até o fim da vida e ainda deixar um patrimônio para seus herdeiros, basta dividir seus gastos anuais pela taxa real de juros, ou seja, já descontando a inflação e o pagamento de Imposto de Renda (IR).

Atualmente, esta taxa está em torno de 1,5% ao ano para uma carteira de investimentos conservadora. Portanto, para uma renda complementar anual de R$ 60 mil atualizada pela inflação, por exemplo, seriam necessários cerca de R$ 4 milhões em aplicações, a valores de hoje.

Se a intenção não é deixar uma herança, mas sim consumir todo o dinheiro, aí surge um risco adicional – saber até quando viveremos. Para sermos bem conservadores, podemos efetuar um cálculo considerando a expectativa de vida até os 100 anos e um indivíduo que se aposente aos 65. Neste caso, para os mesmos resgates de R$ 60 mil anuais seriam necessários cerca de R$ 1.625.000,00 acumulados no momento da aposentadoria, a valores atuais.

Com essas contas, fica mais fácil perceber se o seu esforço de poupança está sendo em vão ou não. Porém, caso consiga rentabilidades acima da inflação maiores do que 1,5% ao ano, os valores necessários poderão ser menores do que os que foram calculados. Faça as contas ou procure a ajuda de um planejador financeiro. Assim, você saberá o quanto precisa poupar por mês e ficará mais tranquilo para aumentar o seu nível de consumo, se for o caso.

Procure montar uma carteira de investimentos diversificada de acordo com seu perfil de risco. Desta forma, terá a chance de obter melhores rentabilidades e conseguirá minimizar os riscos.

* Este valor é o teto do INSS para o ano de 2012, para 2013 o teto do INSS é de R$ 4.159,00.

Publicado na Coluna Consultório Financeiro do Valor Econômico em 21/01/2013:

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Tagged under: aposentadoria, artigo, diversificação, finanças pessoais, inflacao, investimento, juros, perpetuidade, planejamento financeiro, valor economico

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