Onde investir o dinheiro após o divórcio?

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Há poucos dias, tive a oportunidade de colaborar com um artigo da coluna Acerto de Contas, da Giane Guerra, na GauchaZH (clique aqui para ler), em que uma leitora perguntava: onde investir o dinheiro após o divórcio?

Essa é uma pergunta que muitas pessoas se fazem quando o casamento acaba. Isso ocorre porque muitos casais costumam centralizar o papel das decisões financeiras em apenas um dos membros, o que acaba deixando o outro cônjuge mais alienado quanto às decisões tomadas sobre os investimentos e as finanças em geral.

Aí, quando vem a separação ou o divórcio, é chegada a hora de buscar conhecimento para saber o que fazer com o dinheiro recebido com o fim da união.

 

Onde investir o dinheiro após o divórcio: depende dos seus objetivos!

Não existe uma resposta única e universal para a pergunta “onde investir o dinheiro”, porque ela depende de questões que somente a própria pessoa pode saber. Por exemplo: se você é jovem, tem muito tempo pela frente, quer viajar e aproveitar a vida de solteiro, provavelmente os investimentos indicados para você serão diferentes daqueles indicados para uma pessoa mais madura que deseje mais estabilidade no momento. Compreende?

Há uma série de fatores que precisamos considerar para responder uma pergunta como esta, mas podemos partir de três pontos essenciais:

  • Quais são os seus objetivos de vida daqui pra frente?
  • Qual é o seu perfil de investidor?
  • Qual é o seu horizonte de investimento?

 

Algumas sugestões para onde investir o dinheiro

Apenas para ilustrar, a leitora da coluna Acerto de Contas (clique aqui para ler o artigo na íntegra) informou que era aposentada por idade, que tinha 63 anos e que atualmente recebia do R$ 2.032 do INSS.

Como frisei na minha resposta no texto citado, não é possível saber quais são os objetivos dela, mas é possível dar algumas sugestões relevantes como:

  • Passe a controlar as receitas e as despesas em uma planilha, aplicativo ou caderno, corte o que for desperdício e limite o supérfluo, caso necessário.
  • Procure formar uma reserva de emergências equivalente a algo entre 6 a 12 vezes o volume dos seus gastos mensais.

Como eu revelei no próprio texto, se for precisar deste dinheiro recebido na separação como complemento de renda ou para o curto prazo, o ideal é deixá-lo investido em produtos conservadores, que têm pouco risco e boa liquidez, ou seja, que podem ser resgatados a qualquer momento sem uma grande perda de valor. Alguns exemplos são: Fundos de Investimento DI, CDB’s DI de bancos com boa qualidade de crédito e Tesouro SELIC.

Porém, se o dinheiro for para o médio ou longo prazo e se o perfil não for conservador, poderá optar por “fundos atrelados à inflação ou os títulos Tesouro IPCA. Pode também incluir na carteira os fundos multimercados e até fundos de ações ou ações compradas diretamente na bolsa de valores.”

Veja aqui este texto que explica sobre como montar uma carteira de investimentos diversificada.

 

Controle das finanças em primeiro lugar!

Mas, antes mesmo de decidir onde investir o dinheiro após o divórcio é preciso passar a ter o controle da sua nova vida financeira. Em outras palavras, você precisa descobrir se os seus ganhos estarão alinhados às suas despesas de agora em diante.

Isso é muito importante, porque se você estiver gastando mais do que ganha vai acabar usando as reservas inadvertidamente, o que pode acabar muito mal.

Então… Comece anotando todos os gastos em uma planilha e faça o possível para que as contas fechem no azul.

 

Lembre-se que tudo depende muito dos seus objetivos de vida após o fim do casamento. Pense nisso, reflita a respeito e, se possível, procure o auxílio de um profissional certificado em Planejamento Financeiro.