Onde investir meu dinheiro por dois anos?

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Fui convidada pelo Portal UOL Economia a responder uma pergunta de um leitor interessado em saber mais sobre onde investir o dinheiro dele. Como se trata de uma dúvida de muita gente, vou transcrever o que ele questionou:

Sou conservador e tenho preferência pelo Tesouro Direto, especialmente prefixados. Vou deixar o dinheiro por dois anos e não pretendo fazer novos aportes. Há taxas de custódia, administração e dedução de IR? (para acessar o artigo do Portal UOL Economia, clique aqui – não se assuste se ao abrir o artigo, perceber que o assunto é outro: é porque a pergunta do leitor e a minha resposta estão destacadas na parte final do artigo em “Pergunta do leitor”).

Como ele comentou que preferia os prefixados, recomendei que
investisse no Tesouro Prefixado do Tesouro Direto de dois anos, já que esse é o
prazo em que precisará desses recursos. Nesse caso, poderá usufruir da vantagem
de saber previamente (na hora da compra) a taxa de juros que receberá ao longo
desse período se mantiver o título até o vencimento.

Repare que a recomendação para esse investimento decorreu de
três pontos importantes que o próprio leitor citou:

  • Ele deixou claro que é conservador.
  • Revelou que tinha preferência pelo Tesouro
    Direto, especialmente prefixados.
  • Disse que pretendia deixar o dinheiro investido por
    dois anos, sem novos aportes.

Com todas essas informações, ficou bem claro o perfil do
investidor por trás da pergunta. Conhecer esse perfil é determinante para
recomendar qualquer investimento, porque é a partir dele que saberemos o grau
de tolerância ou aversão ao risco que a pessoa tem.

Se você ainda não sabe exatamente qual é o seu perfil,
procure descobrir antes de assumir riscos nos seus investimentos.

Especificamente quanto ao risco, como não existe
investimento totalmente livre disso, eu frisei na resposta ao leitor que existe
a chance de os juros do investimento não superarem nem a inflação do período, o
que implicaria em perda de parte do poder de compra. É preciso ficar muito
atento a isso, pois o investidor pode ter a falsa sensação de ganhos ao ver o
seu dinheiro rendendo, mas, no fundo no fundo, está perdendo dinheiro, já que a
inflação está “comendo” o rendimento e parte do principal.

Inclusive, eu já tinha escrito um texto no site exlicando
exatamente essa dinâmica de uma possível perda nos títulos prefixados. Veja aqui o artigo:
Cuidado!
Há o risco de perder dinheiro no título Tesouro Prefixado!

Outro ponto que citei foram as taxas… Atualmente, há
várias corretoras e bancos, incluindo os mais conhecidos, que isentam o cliente
do pagamento da sua parte das taxas no Tesouro Direto (clique
aqui para ler o artigo: “Os custos dos investimentos caíram”
).
Porém, como nem tudo é perfeito, ainda existe a cobrança da custódia pela B3,
que hoje é de 0,25% ao ano.

No que se refere ao Imposto de Renda, é sempre bom lembrar
que para investimentos nesses títulos públicos com mais de dois anos, mais
especificamente com mais de 720 dias, há 15% de imposto sobre a rentabilidade (para
saber mais sobre tributação de investimentos, clique aqui
) no
vencimento ou resgate.

Para finalizar, se você se identificou com a pergunta do
leitor do Portal UOL Economia e se interessou pelo Tesouro Direto, recomendo
que você leia o artigo “Entenda
tudo sobre investimentos em Títulos do Tesouro Direto” (clique para ler)
.

Bons investimentos!