Investir dinheiro não é receita de bolo

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Investir dinheiro não é receita de bolo

Sim, é verdade… Investir dinheiro não é receita de bolo. Há muitas variáveis envolvidas e você precisa ter consciência delas antes de aportar em um investimento, seja ele qual for.

Escrevo esse texto, pois outro dia recebi a seguinte pergunta de um conhecido: “Leticia, recebi um dinheiro extra e estou na dúvida: o que devo fazer com a grana? Onde investir esse dinheiro?”

Não tem nada de errado com esse tipo de questão e ninguém nasce sabendo. Mas, a questão está na expectativa de quem faz a pergunta. As pessoas esperam uma resposta rápida e objetiva, uma dica, um apontamento de onde investir, de qual seria o melhor investimento do momento…. Mas a resposta na maioria das vezes é: “depende”.

Investir dinheiro não é uma receita de bolo, não é uma fórmula que serve para todos. É preciso levar em consideração algumas importantes premissas para não terminar investindo em produtos financeiros absolutamente desalinhados com o que seria mais adequado ao investidor.

Falei sobre isso em um texto que publiquei recentemente no site da Lu Lacerda: clique aqui para acessar.

 

Responda as seguintes perguntas antes de investir dinheiro…

Se me pedissem para listar, de modo resumido, alguns pontos a serem considerados antes de se investir dinheiro, eu listaria os seguintes itens:

  • O que a pessoa pretende fazer com o dinheiro?

A resposta para esta pergunta permitirá ter uma noção sobre o real objetivo para aquele recurso poupado e investido. Ou ainda os vários objetivos para cada parte do dinheiro.

 

  • Quanto tempo o dinheiro ficará investido?

Com isso, será possível saber se estamos falando de um investimento de curto, médio ou longo prazo.

 

  • Qual é o grau de tolerância que a pessoa tem em relação ao risco?

Dessa forma será possível escolher entre investimentos mais ou menos arriscados.

 

  • A pessoa já possui uma reserva de emergências?

Se a resposta for “não”, mesmo que num primeiro momento o objetivo seja guardar para trocar o carro em algum tempo, o ideal é que o primeiro passo seja formar essa reserva. E, inclusive, ela deve ser investida em produtos com liquidez diária e de baixíssimo risco. Somente depois de compor essa reserva que é indicado diversificar em outros produtos financeiros e para outros objetivos.

 

  • Onde o restante do dinheiro dessa pessoa está alocado ou investido?

Essa pergunta nos dá um direcionamento se esse é o único dinheiro que a pessoa possui, se é uma pequena porção do montante total de seu patrimônio, ou se o novo valor é relevante no patrimônio total. Isso vai fazer uma grande diferença na escolha de onde aplicar esse novo recurso. Inclusive, pode até ser uma oportunidade de rebalancear a carteira, por exemplo.

Uma outra questão a ser analisada é como vai se comportar o novo investimento em relação aos demais da carteira. Como expliquei no texto citado: deve-se verificar se os novos ativos a serem sugeridos têm tendência a se movimentar, com subidas e quedas na rentabilidade, de forma distinta em relação aos demais, ou seja, se terão baixa correlação com os demais investimentos da carteira. Pois, não adianta nada querer diversificar, mas acabar investindo em mais do mesmo.

 

Como eu frisei no artigo publicado no site da Lu Lacerda, não é trivial pensar numa alocação para recursos novos. É preciso considerar as perguntas acima e analisar bem caso a caso. Pense nisso e bons investimentos!