Consultoria financeira pessoal: 4 fases para eliminar os problemas financeiros

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O serviço de consultoria financeira pessoal, ou como nós – os profissionais CFP – chamamos: planejamento financeiro pessoal,  é um trabalho ainda desconhecido de muitos, mas que tem ajudado milhares de pessoas no Brasil.

Em um trabalho de consultoria financeira pessoal, o planejador vai auxiliar o cliente em suas questões financeiras, que vão desde onde aplicar seus recursos ou planejar uma poupança para a aposentadoria até a organizar suas finanças para sair das dívidas. Algumas vezes eu brinco que o trabalho é tão abrangente, que podemos atender desde um endividado até um milionário. E, no limite, acredito mesmo que todas as pessoas deveriam fazer um Planejamento Financeiro. Veja aqui este texto que explica o processo de Planejamento Financeiro.

Porém, principalmente quando a situação é de endividamento, para que a consultoria financeira tenha maior chance de êxito, é importante que a pessoa que necessita do serviço passe por quatro fases de mudança de perspectiva diante do problema …

Pensando justamente nessas etapas, escrevi este texto para explicar cada uma delas e compartilhar parte da minha experiência com este trabalho tão personalizado.

 

Primeira Fase – Eu não tenho problemas!

É comum que, diante de um problema, a pessoa negue que a sua situação financeira esteja ruim, ou que esteja precisando de algum tipo de ajuda.

Nesse sentido, é comum se deparar com pessoas que chegam ao ponto de evitar olhar o extrato de sua conta bancária e/ou a fatura do cartão de crédito, acreditando naquela velha máxima adaptada de que “o que os olhos não vêem, o bolso não sente”…

Este primeiro momento é uma fase de negação.

 

Segunda Fase – A coisa está ficando fora de controle!

Depois de algum tempo, o mais comum é que a situação vá se deteriorando e a pessoa acabe se enrolando cada vez mais até chegar a um ponto insustentável, no qual é simplesmente impossível ignorar o problema.

Neste momento, as pessoas já não conseguem mais organizar as suas contas e algumas vezes já estão devendo bastante.

É aí que a pessoa começa a virada! Ela assume que está em uma situação complicada e começa a perceber que terá que mudar esse quadro o quanto antes.

 

Terceira Fase – Preciso de ajuda!

No terceiro momento, diante do problema identificado e da percepção de que vai ser difícil resolvê-lo sozinha, a pessoa passa a procurar ajuda entre amigos, parentes ou uma ajuda profissional (neste caso, um consultor financeiro pessoal, ou como nós certificados CFP chamamos, um planejador financeiro pessoal).

É muito importante notar que, ao reconhecer que precisa de ajuda, a pessoa dá um passo decisivo na direção correta, pois ela não somente já identificou o problema, como agora está correndo atrás de uma solução, ou seja, agindo em direção à sua resolução.

 

Quarta Fase – Preciso agir logo!

Depois de receber as devidas orientações, é preciso agir. Não dá para esperar que tudo se transforme de uma hora para outra somente com conhecimento, como num passe de mágica. É preciso aplicar tudo na prática. É preciso executar!

Em alguns casos, este quarto passo ainda demora um tempo para tomar forma. Eu mesma já me deparei com situações em que somente depois de um mês é que a pessoa realmente passou a agir. É como se levasse um tempo para sair da inércia e abandonar a zona de conforto.

É até natural que esta fase seja um pouco mais morosa, já que no início tudo é muito doloroso… Identificar as dívidas, preencher a planilha de fluxo de caixa, realizar que está gastando além da conta… É preciso admitir que tudo isso parece muito difícil num primeiro momento, mas não há nada como o tempo e a prática. A pessoa vai se acostumando com essa disciplina e as coisas passam a ser mais naturais e, portanto, mais fáceis de organizar.

Cheguei a ter alguns casos em que parentes me procuraram, preocupados com os seus entes que passavam por momentos financeiros complicados. Na primeira vez em que isso aconteceu, aceitei o desafio e comecei o trabalho para o pai de uma moça que me contratou… E adivinha o que aconteceu?

Por mais que eu me esforçasse e tentasse fazer com que o pai participasse e agisse em prol das suas finanças, não conseguimos prosseguir com o planejamento. Qual era o problema então?

Repare que ele ainda nem estava no segundo estágio em que a pessoa percebe que está numa situação difícil. Ele ainda estava agindo como se nada estivesse acontecendo ou simplesmente preferia ignorar a realidade. Ele não queria mudar a sua rotina e se desfazer da casa de praia que lhe era muito custosa. Consequência: o trabalho não funcionou.

É a mesma lógica de quando estamos acima do peso e queremos emagrecer sem muito esforço, ou quando precisamos sair do sedentarismo e achamos que só o fato de nos inscrevermos numa academia já será suficiente. Infelizmente, precisamos agir para mudar a situação. No começo pode ser difícil, mas o esforço, com certeza será recompensado.

Pense comigo: de que adianta a esposa levar o marido gordinho no nutricionista quando ele come tudo direitinho na frente dela, seguindo a dieta perfeitamente, mas de noite vai lá na cozinha e assalta a geladeira? Ele é quem tem que querer emagrecer e agir para isso: fechar a boca, melhorar a qualidade dos alimentos, diminuir a quantidade de calorias ingeridas e, se possível, praticar esportes para ajudar a queimar essas calorias. Tem que querer e, mais do que isso, tem que mudar de atitude. Não é mágica, é esforço para mudar!

Depois desta primeira experiência que citei acima, quando uma pessoa me procura, desejando que eu preste a consultoria financeira pessoal para algum parente, eu procuro relatar essa situação e combino que só aceitarei o trabalho se eu conversar primeiro com a pessoa que precisa dos meus serviços. Com esta conversa inicial, eu tenho condições de avaliar se a pessoa reconhece os problemas que tem, se está interessada em agir e se, de fato, quer mudar os seus hábitos financeiros.

Por outro lado, em um novo caso em que uma moça queria me contratar para que eu ajudasse a sua mãe, que também passava por problemas com as suas finanças, a situação foi bem diferente….

Logo no primeiro momento, ficou bem claro que a mãe realmente estava disposta a encarar seus problemas financeiros e começar uma consultoria financeira pessoal, mas estava tão enrolada, repleta de problemas, que não tinha forças para procurar ajuda e nem conseguia encontrar uma forma de pagar pelos serviços. Então, a ajuda financeira da filha foi muito útil e fizemos um ótimo trabalho, no qual a mãe ficou muito grata.

Se você desejar saber mais sobre o trabalho de consultoria financeira pessoal, entre em contato comigo, clicando aqui ou envie um email para leticia@leticiacamargo.com.br. Terei satisfação em falar com você!