A rentabilidade dos fundos de investimento

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Muitas pessoas têm dúvidas de como interpretar a rentabilidade dos fundos de investimento. A título de exemplo, imagine que um especialista da área diga: “essa rentabilidade é líquida das taxas, porém bruta do imposto de renda”. Você sabe o que isso significa? Sabe o que ele quis dizer?

Como analisar a rentabilidade dos
fundos de investimento

A afirmação acima revela que ao divulgar a rentabilidade do fundo já estão considerados todos os custos desse fundo, desde as taxas de administração e de performance, quando for o caso, até as taxas da CVM (regulador), de auditoria, de custódia etc.

Então… Imagine dois fundos de ações, sendo um com uma taxa de administração de 3% e outro com taxa de 2%. O primeiro vem rendendo nos últimos 12 meses bem acima do Ibovespa, por exemplo, mas o segundo tem tido rentabilidade abaixo desse índice no período. Mesmo que a taxa do primeiro seja mais alta, ele performou melhor do que o segundo, pois a sua rentabilidade foi maior. Nesse caso, observe que ter escolhido o fundo de menor taxa de administração talvez não tivesse sido a melhor opção (aliás, é importante lembrar que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura!).

Por outro lado, essa rentabilidade não é líquida do imposto
de renda que porventura o investidor tenha que pagar. No caso dos fundos de
renda fixa, a alíquota do imposto depende de quando o investidor entrou nesse
investimento comprando cotas desse fundo e quando ele saiu, resgatando essas
cotas. Nesse tipo de investimento, o percentual do imposto é definido pelo
tempo em que o investidor vai manter o investimento. Portanto, seriam várias as
combinações para calcular essa rentabilidade depois de descontado o IR. Além
disso, existem alguns tipos diferentes de investidores como as instituições
financeiras – que não estão sujeitas ao IR em investimentos – ou os
estrangeiros – que podem ter um imposto diferenciado.

Veja aqui este texto que explica como
funciona a tributação dos investimentos (clique para acessar)
para a
pessoa física residente no Brasil.

E como escolher o fundo mais
rentável?

É claro que, tanto as taxas de administração, quanto as de
performance, são importantes parâmetros a serem analisados na escolha de um
fundo, já que quanto maiores forem essas taxas, mais da rentabilidade do fundo
estará sendo diminuída por conta desses custos. Porém, fica claro que esse não
é o único parâmetro a ser analisado. A escolha do gestor, por exemplo, pode
fazer uma grande diferença na performance dos fundos.

Outro quesito a ser analisado é a volatilidade desse fundo. É muito provável que os fundos mais rentáveis também sejam os mais voláteis, ou seja, aqueles com maiores riscos. Será que você terá estômago para aguentar o sobe e desce das cotas desse fundo? Nem sempre o fundo mais rentável vai ser o mais adequado a você! Lembre-se do seu perfil de risco e invista de acordo com ele!

O horizonte de investimentos também é importante variável que você deve levar em consideração ao escolher o melhor fundo pra você. Se o prazo é curto, procure os mais conservadores e encontre o mais rentável entre eles. Neste caso, normalmente são os de taxas de administração mais baixas!

Em suma, considerando o que vimos até aqui, na hora de
escolher um fundo de investimento, leve em consideração o seguinte:

  • Qual o histórico de rentabilidade?
  • Quais são as taxas de administração e de
    performance?
  • Quais são os tributos para este determinado tipo
    de fundo?
  • Quem é o gestor? Tem boa reputação e histórico?
  • Qual é o prazo ou o horizonte de investimentos?
  • Qual o seu perfil de risco?

Por fim, lembre-se também de não comparar laranja com banana
quando estiver escolhendo o fundo de investimento mais adequado a você.
Lembre-se que há categorias diferentes de fundos com riscos diferentes também
entre eles. Não se pode comparar a rentabilidade de fundos de ações ou
multimercado, que são mais arriscados, com fundos DI super conservadores!

Bons investimentos!