CUIDADO para não cair numa cilada!

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[Atualizado em 02/05/2019] É interessante como os brasileiros em geral são conservadores…. Não compram ações na Bolsa, mas volta e meia uns e outros se metem nuns investimentos mirabolantes com promessas de altos ganhos, ou seja, numa cilada. Parece que quanto mais fácil e mais rápido, melhor!

Mas… Afinal, por que tanta gente acaba sendo iludida por essas ofertas e cai na lorota de vendedores que prometem riqueza rápida e sem esforço? O que também não faltam por aí são livros e cursos ensinando as pessoas a se tornarem ricas de uma hora para a outra. Na
era das redes sociais, fica ainda mais eficiente a tarefa de disseminar esses “cursos e investimentos maravilhosos” com promessas de aumento significativo de patrimônio! Não é raro se deparar com esses posts absurdos no feed das redes socias!

Só que, em geral, as coisas não funcionam assim! São necessários esforço e dedicação contínuos para conseguir um aumento de patrimônio nos investimentos. E isso leva tempo!

É uma pena que muita gente não sabe bem onde está “investindo” seu dinheiro e cai no conto do vigário, justamente com aquele dinheiro que seria a sua reserva para a aposentadoria. Muitos são movidos pela ganância dos ganhos fáceis… Mas depois acabam chorando quando a fraude é descoberta ou quando percebem que aquela fórmula da riqueza não funciona e a grana é perdida.

Tenho escutado muitas histórias recentes, tanto de conhecidos como nos jornais, sobre vários golpes que têm sido aplicados, não só no Brasil, mas também em vários outros países.

Uma situação inacreditável que li outro dia foi no Canadá, quando o dono de uma corretora de criptomoedas morreu e os clientes estavam impossibilitados de acessar seus ativos. A empresa alegava que só ele tinha a senha para liberar as criptomoedas dos clientes que estavam guardados em uma conta segura…

Nesse caso, não sei se foi golpe ou fatalidade, mas a questão é: num mercado sem regulação, quem está olhando pelos investidores? Quem está vistoriando ou colocando regras de segurança dos dados? Onde estava a redundância nesse caso? Seria correto somente uma pessoa ter acesso à senha da conta onde ficam guardadas as criptomoedas dos clientes? A quem reclamar seus direitos num caso desses? Veja aqui a matéria sobre o assunto.

Aqui no Brasil, temos visto uma série de casos em que os investidores têm perdido seus recursos por estarem entregando seu dinheiro para ditos “gestores” que nem registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) possuem. Não são regulamentados, não seguem as exigências de segurança, não comprovaram para os reguladores sua expertise.

Inclusive a CVM lançou dois guias para ajudar os investidores a não cair numa furada. Veja aqui o link para esses guias.

Será que vale a pena correr o risco de perder todo o seu capital em troca de alguns meses de uma suposta ótima rentabilidade? Muitos desses casos são pirâmides, em que o dinheiro dos novos entrantes é utilizado para pagar os “ganhos” de quem já estava investindo antes.

Na hora de avaliar investimentos, busque mais conhecimento ou procure por profissionais com formação sólida, idoneidade e experiência. Note que os profissionais sérios não prometem rentabilidade futura, pois isso é proibido. Além disso, vale lembrar que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Analise os riscos de cada ativo e diversifique seus investimentos para reduzir o impacto de perdas eventuais! Para saber mais sobre diversificação de investimentos, clique aqui.

Quando for investir o seu dinheiro, verifique se tanto o gestor quanto a empresa pra onde você está enviando a sua aplicação estão registrados na CVM. É a garantia de que o negócio está sendo regulado e que está de acordo com a lei! Existe uma consulta no site da CVM que mostra todos os participantes do mercado cadastrados, verifique clicando aqui.

Outra questão importante é que as Fintechs – como são conhecidas as Startups Financeiras – também são reguladas. Outro dia, escutei um conhecido dizendo que quando questionou sobre a falta de registro na CVM, o tal gestor informou que a empresa era uma startup e,
portanto, não precisava desse registro. Precisa, sim!

Cuide do que é seu. Lembre das histórias tristes que já ocorreram com Boi Gordo e as Fazendas de Avestruz, da Telexfree, e tantas outras… Só que agora as fraudes são mais complexas, normalmente nos mercados de Bitcoin ou Forex.

Pense bem se vale a pena colocar em risco os seus recursos por uma possibilidade incerta de altos ganhos. Ainda mais se o investimento estiver fora do mercado regulado, em atividades paralelas, à margem da lei. Lembre-se que existe a eventualidade de perda total
de seus recursos quando a fraude for desmascarada! Esse “investimento maravilhoso” pode terminar se transformando num problema e tanto!