Consumismo ao extremo

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O que fazer quando você quer comprar um produto que está além do seu poder aquisitivo? Contentar-se com um item mais barato ou endividar-se para comprar o que está na moda? Muitas vezes, é nessas escolhas que as pessoas pecam e o consumismo vence.

Diante disso, surgem algumas perguntas: vale a pena se endividar para tentar acompanhar o consumismo desenfreado e a modernidade? É preciso sempre ceder às investidas do marketing? A resposta categórica é: com certeza não!

Atualmente, parece que nossas vidas estão cada vez mais descartáveis e só o que importa é ter status, possuir o último ítem da moda. As pessoas valem mais pela sua conta bancária do que pelos seus conhecimentos ou experiências.

Isto me fez lembrar de um filme muito interessante que vi há alguns anos: Amor por Contrato (The Joneses, 2009 ), com Demi Moore e David Duchovny. A história demonstra de forma fascinante a sociedade do consumo em que vivemos atualmente, onde só se dá valor ao que temos e não mais ao que somos.

A narrativa é sobre uma família aparentemente feliz e próspera que se muda para uma cidade do interior dos EUA. Todos são muito bonitos e populares.

Eles têm o carro do ano, o modelo mais atual de celular, uma casa linda, tudo do bom e do melhor. São perfeitos! Porém, esta família é fictícia, são pessoas contratadas e só estão lá para fazer parte de uma campanha de marketing para a empresa que os empregou.

Logo, logo, todos da vizinhança começam a desejar tudo o que eles têm, pois querem ser tão afortunados quanto eles. A cidade começa a consumir tudo igual aos novos vizinhos. Deixam até de pagar o financiamento da casa própria para trocar o carro e viajar…. E esses produtos começam a ter um incrível aumento de vendas naquela cidadezinha.

 

 

O filme nos faz pensar: preciso mesmo deste novo celular se o meu ainda está funcionando? Será que não é mais importante guardar este montante para uma eventualidade? Vou pegar mais um empréstimo para poder comprar a roupa da moda?

A ideia de ter uma vida perfeita, aliada à possibilidade de poder ser melhor do que os outros, faz o olho das pessoas brilharem. Entretanto, precisamos aprender a diferenciar os desejos das necessidades e saber que nem sempre o que você desejamos é o que realmente necessitamos.

Por exemplo: ter um carro é uma necessidade, todos precisam por diversos motivos. Mas, comprar um carro do ano é um desejo que poucos podem bancar.

Para não se endividar e não ficar no vermelho, é preciso que o consumidor tenha uma postura diferente. É importante fazer escolhas inteligentes, priorizando mais a necessidade do produto do que o desejo de tê-lo. Antes de se render às graças do consumismo, vale a pena fazer um planejamento e verificar se este produto realmente cabe no seu orçamento.

Tenha isso em mente: Consuma de forma consciente e sustentável e evite os desperdícios.

Se não formos capazes de abdicar dos prazeres do consumo imediato, será muito difícil nos planejarmos para compor uma reserva de emergências e pensar na aposentadoria.

Não deixe que o consumismo se transforme no maior vilão da sua saúde financeira.