Vale a pena renegociar a dívida?

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A taxa básica de juros da economia brasileira vem caindo desde outubro de 2016. De lá pra cá, saímos de uma taxa de 14,25% para 6,5% ao ano. Diante deste novo cenário, inédito no Brasil, muitas pessoas estão percebendo uma oportunidade de renegociar suas dívidas, com o intuito de diminuir o pagamento de juros. Mas será que vale mesmo a pena renegociar?

É sempre bom batalhar por menores juros e melhores condições. Pagar parcelas menores pode ser muito vantajoso, mas existem perigos escondidos nessa jornada…

É verdade que conseguir condições com menores juros é interessante, mas se a nova proposta de empréstimo for para prazos de pagamento mais largos e generosos, é possível que o valor total a pagar seja ainda maior do que o da proposta anterior. Sim! Isso mesmo: você pode estar sendo levado a acreditar que está ganhando com a renegociação, mas acabar saindo da mesa do gerente com uma dívida ainda maior.

No final, você pode estar efetivamente pagando taxas menores de juros, só que elas estarão incidindo por mais tempo sobre o saldo devedor e, com isso, poderão levar a um valor maior total a ser pago no final. É preciso ficar atento!

 

Como saber se renegociar a dívida vale a pena?

Aqui vai uma dica valiosa: efetue simulações utilizando a “Calculadora do Cidadão” disponibilizada no site do Banco Central (clique aqui para acessar). Calcule o valor das parcelas do financiamento e verifique o quanto pagará de juros no total. Faça quantas simulações precisar e, ao final, compare as propostas e opções que conseguir.

Isso tudo não significa que você deva ignorar a possibilidade de optar por parcelas menores. Em alguns momentos de aperto uma parcela menor será de grande valia, pois de outra forma não será possível pagá-la. Um valor mensal a pagar mais baixo pode vir bem a calhar se a pessoa perdeu o emprego temporariamente ou por uma questão de doença.

Em casos assim, uma renegociação com maior prazo pode ser muito bem-vinda, mas é importante atentar para uma possível antecipação de pagamentos para ir amortizando a dívida mais rapidamente e ter um desconto nos juros contratados, à medida em que a situação financeira começar a melhorar.

Outra dica que costuma surtir um ótimo efeito é a negociação intermediada pelo PROCON da sua região, ou então pelo Núcleo de Defesa do Consumidor. Dois bons exemplos são o PROCON de SP, que tem um departamento para Superendividamento, e o NUDECON do Rio de Janeiro, que também trata destas questões. Existe ainda o site www.consumidor.gov.br, que é do PROCON Nacional e ajuda nas renegociações.

 

Como colocar as finanças em dia?

Eu nunca me canso de repetir que o primeiro e mais importante passo para colocar as finanças em dia começa com a criação e a atualização periódica de um fluxo de caixa. Para lhe ajudar nesta empreitada, você pode fazer uso da planilha de fluxo de caixa gratuita que eu disponibilizei aqui no site. Para fazer o download, clique aqui ou, se preferir, clique no botão abaixo.

Faça o seu fluxo de caixa, discriminando todas as suas receitas e despesas. Em seguida, analise detalhadamente todos os lançamentos e reveja todos os seus gastos. Por fim, é hora de agir! Tome suas atitudes: verifique onde poderá efetuar cortes e economizar para que sobre um espaço maior para o pagamento das dívidas.

É exatamente nesta hora que simular outras fontes de empréstimo e possíveis renegociações de dívidas se tornam ainda mais importantes. Compare, pesquise e aceite a opção que melhor se adequar à sua situação. Lembre-se que quanto antes você conseguir quitar essas dívidas, menos juros pagará e maior liberdade financeira você terá.

Se você quiser saber mais sobre este tema, recomendo a leitura de uma matéria para a qual eu colaborei, e que foi publicada há poucos dias no Estadão. Vale a pena conferir! Para acessar, clique aqui ou clique no botão a seguir:

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