Uso do FGTS no financiamento imobiliário

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Comprar a casa própria continua sendo o sonho de vários brasileiros. Em alguns casos, é por meio do financiamento que essas pessoas conseguem viabilizar essa compra. Muitas delas até sabem que podem utilizar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), mas nem sempre sabem exatamente todos os detalhes e como isso funciona.

O certo é que isso pode ajudar e muito o cidadão a encurtar a distância entre a compra e a quitação efetiva do imóvel. Portanto, como comentei na matéria publicada recentemente pela “Arena do Pavini”: utilizar o saldo do FGTS na compra do imóvel é uma ótima forma de liberar o saldo e fazer um bom uso desta reserva.

Vamos aos detalhes….

 

Regras para o uso do FGTS no financiamento imobiliário

Algumas regras simples que você precisa levar em consideração para poder efetivamente usar o FGTS no financiamento imobiliário são:

  • O financiamento precisa ser efetuado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
  • Imóvel de até R$ 950 mil nos estados de SP, MG, RJ e no DF e de R$ 800 mil nos demais estados
  • Imóvel tem de ser único no município da residência ou no do trabalho
  • Imóvel tem que ser residencial e urbano
  • O comprador deve ter contribuído por no mínimo 3 anos para o FGTS e não pode ter outro financiamento ativo no SFH
  • A prestação bruta não pode comprometer mais do que 30% da renda do(s) comprador(es)

 

Quando pode ser utilizado o FGTS no financiamento imobiliário

O saldo do FGTS pode ser usado em três situações:

  • Como entrada (esta é a forma mais conhecida);
  • Para quitar ou liquidar parte do saldo devedor;
  • Para pagar parte do valor e aliviar as prestações.

Inclusive, para conhecer melhor as regras relativas a cada uma das situações acima, vale a pena conferir o texto publicado clicando aqui, ou no botão a seguir…

Finanças Pessoais

 

Alguns números para você tomar uma decisão sobre o uso do FGTS no financiamento imobiliário

Atualmente, os juros nominais do FGTS são calculados do seguinte modo:

+ 3% ao ano

+ variação da TR (que tem ficado “zerada” nos últimos meses)

+ metade do rendimento do Fundo.

Para facilitar eventual análise, basta lembrar que em 2017 o FGTS rendeu 3,61%, mas ainda falta distribuir metade dos rendimentos a serem calculados até julho deste ano. Se a gente tomar como base os 1,82% que foram distribuídos de rendimento em 2016, e somando aos 3,61%, o percentual total ficaria em 5,4% ao ano. Isso é bem menos que o rendimento do CDI de 2017, que ficou em 9,9%.

Por outro lado, os juros do crédito imobiliário estão caindo nos últimos meses, mas continuam próximos aos 9% ao ano, o que significa que ainda são bem maiores que os valores da remuneração do FGTS.

 

Dicas adicionais sobre o financiamento imobiliário

DICA 01 – Dar uma boa entrada é excelente, mas…

Como eu reforcei no artigo para a Arena do Pavini, “ao planejar a aquisição do imóvel, o ideal é que o valor da entrada seja o maior possível, para diminuir os juros no financiamento. Mas também é importante lembrar que não se deve utilizar todos os recursos na entrada e ficar sem nenhuma reserva de emergência, até porque geralmente serão necessários recursos para alguma obra, decoração e para a mudança”.

Fique atento a essas questões para não acabar com dívidas extras para concluir a mudança e comprometer seu equilíbrio financeiro.

 

DICA 02 – Negocie e pesquise taxas e custos

Outra dica valiosa e clássica é: negocie melhores taxas e menores custos. Esta dica vale ouro e nunca sai de moda. Para facilitar a sua vida, fique atento ao Custo Efetivo Total (CET) de cada uma das opções que você estiver considerando. Isso vai evitar que você incorra no erro de somente considerar uma ou outra varável na hora de tomar uma decisão. Assim você estará analisando o todo, ou seja, o custo total do empréstimo.

Apenas a título de exemplo, tenha em mente que é possível economizar muito dinheiro com uma pequena variação da taxa de juros. No artigo citado, eu revelei que uma diminuição de 0,25 ponto percentual num financiamento de R$ 350 mil, passando de 9,5% de juros ao ano para 9,25%, com correção pela Tabela Price, pode gerar economia significativa ao final de um prazo de 25 anos, em torno de R$ 16,5 mil.

 

E então… O que achou? Espero que estes esclarecimentos lhe ajudem a tomar uma decisão bem fundamentada sobre o uso do FGTS no financiamento imobiliário, deixando você e a sua família mais próximos da realização do sonho de aquisição da casa própria.