Saúde financeira: o que você tem feito pela sua?

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O que você tem feio pela sua saúde financeira? Quais iniciativas você vem colocando em prática, seja para manter a saúde financeira atual, seja para melhorá-la ou equilibrá-la?

Neste artigo, proponho uma autorreflexão: será que as suas atitudes e decisões financeiras vêm lhe ajudando a melhorar de vida e alcançar sonhos, ou será que você vem se autossabotando? Que tal um exercício bem rápido?

 

Saúde financeira: um exercício simples para refletir…

Antes de avançar neste artigo, proponho que você faça um exercício rápido… Não vai demorar mais do que 5 minutos.

  • Pegue um papel e divida-o em duas partes. Você pode fazer o mesmo usando algum editor de texto no computador, tablet ou celular, caso prefira.
  • Na primeira parte, escreva “Comportamentos Favoráveis” e, na segunda, escreva “Comportamentos Contrários”.
  • Em seguida, faça uma reflexão sobre como você vem se comportando em relação ao seu dinheiro e escreva, em cada uma das partes, as medidas a favor e contrárias à sua saúde financeira.
  • Por fim, faça uma análise detalhada sobre as suas anotações.

E então? Seja sincero e honesto consigo mesmo! Você vem se ajudando ou se sabotando nos últimos tempos?

 

Saúde financeira: auto sabotagem

Este mês, escrevi um texto para a Revista Em Condomínios (clique aqui para acessar) e nele contei que muita gente sabe que deveria ter uma vida financeiramente saudável, mas não se comporta de acordo com o que pensa. Essas pessoas, embora cientes de que precisam agir positivamente para atingir seus objetivos, acabam sucumbindo às tentações do dia a dia e terminam se sabotando.

No texto da Revista, eu fiz a seguinte analogia: É como ir ao nutricionista, saber tudo o que deve e o que não deve comer, esforçar-se durante o dia, mas jogar tudo por água abaixo ao roubar a geladeira durante a madrugada.

Como você pode perceber, não se trata mais de uma questão de informação, mas de comportamento. Não se trata mais de saber o que precisa ser feito, mas de colocar em prática o conhecimento e as ações necessárias para melhorar de vida e atingir sonhos maiores.

O que precisa ficar claro é que, em finanças, muitas vezes temos que abdicar de desejos no presente, para alcançarmos objetivos maiores no futuro. Temos que evitar as tentações do consumo do dia a dia para usufruir de um prazer maior e mais sustentável no futuro, que nem precisa estar muito longe.

Trocando em miúdos, estamos falando de trocar a roupinha ou o celular da moda, pela viagem da sua vida. Ou ainda, de trocar a cafeteria, o restaurante ou o carro zero todo ano, pela sua casa própria…

Quando falo isso, alguns discordam dizendo: a vida já é cheia de dificuldades e percalços, e agora você vem dizendo que eu devo renegar até esses pequenos prazeres? Trabalhei tanto, então mereço….

Esse tipo de pensamento é exatamente aquele que conduz muita gente a um loop de endividamento e estresse cada vez mais profundo. Já explico o porquê…

Se você não consegue atingir o equilíbrio financeiro, terá que se endividar para pagar as contas no final do mês. Se isso acontece e você continua mantendo o padrão de vida atual, sem reduzir os gastos, agora você terá que trabalhar mais para pagar não somente as contas do mês, mas também a dívida que fez anteriormente.

Mais trabalho significará, menos descanso, menos tempo com a família e amigos. Agora você está estressado e cansado, não pode ficar com as pessoas que ama o tempo que gostaria e, para piorar, está cada vez mais endividado. E então… Consegue enxergar o espiral decrescente?

Além disso, é claro que você não precisa eliminar completamente os supérfluos de sua vida, mas talvez seja o caso de apenas saber equilibrar, diminuir a frequência, ou ainda, procurar outros prazeres com a mesma recompensa emocional, mas mais baratas ou até gratuitas.

Apenas para ilustrar, levar a família no restaurante mais caro da cidade provavelmente tem uma recompensa emocional equivalente levá-la para fazer um picnic no parque. Bônus emocional equivalente, com custo financeiro 10 vezes menor.

Talvez seja preciso entender que a satisfação maior está em conviver com as pessoas que amamos e que o restante é apenas secundário.

Então, o que você tem feito pela sua saúde financeira? Tem se planejado e agido para alcança-la?