Finanças Pessoais: como se organizar?

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Esta semana participei do Programa Conexão, do Canal Futura, em que o tema debatido foi “Finanças Pessoais: como se organizar?”.  Falamos sobre hábitos financeiros, planejamento, compras por impulso, juros, cartão de crédito, dívidas e reserva de emergências.

Assista à íntegra do programa clicando aqui, ou clicando na imagem.

A seguir, vamos a alguns pontos importantes que tratamos…

 

Endividamento

Estamos passando por um período em que o grau de endividamento das pessoas vem crescendo cada vez mais. As famílias brasileiras estão com dificuldades de honrar compromissos e muitas já estão inadimplentes. Mas ao contrário do que muita gente imagina, é possível sim sair da crise … E isso pode ser mais tranquilo do que se imagina: mudando seus hábitos, mais especificamente, seus hábitos financeiros.

 

Hábitos Financeiros

Será que sempre há tempo de mudar de hábitos?

Sim. Sempre há tempo! Mas é importante que você deve começar logo, o quanto antes. Não espere até o início do ano que vem para começar. Não espere nem até o início da próxima semana! Comece logo!

Para reforçar isso, basta pensar no poder dos juros compostos. Quanto mais cedo começarmos, mais dinheiro teremos no futuro, já que o efeito dos juros compostos sobre o dinheiro se dará por mais tempo. Infelizmente, o mesmo raciocínio se aplica quanto às dívidas.

Vale lembrar que pessoas endividadas normalmente encaram 4 fases:

  • Negação – acreditam não haver problemas. Nem querem olhar o extrato da conta corrente.
  • Identificação – “acho que tem alguma coisa errada”. Percebem que precisam mudar hábitos financeiros, porque as coisas estão indo de mal a pior.
  • Ajuda – a pessoa decide que precisa de ajuda, que sozinha ela não vai conseguir. É aqui que as pessoas costumam encontrar o planejador financeiro (saiba mais sobre este profissional, clicando aqui), órgãos como o PROCON e NUDECON, sites de finanças, dentre outros…
  • Prática – é o último estágio. Ocorre quando a pessoa resolve de fato colocar em prática o que vem aprendendo. É como aquela analogia clássica: não adianta somente pagar a academia para ficar em forma, é preciso malhar de verdade.

 

Se planejar é essencial!

Se você tem metas maiores, aparentemente difíceis de serem alcançadas, faça o seguinte exercício: divida essas metas em várias outras intermediárias. Esta é uma dica muito simples que faz toda a diferença. Isso fará com que um determinado valor, originalmente “inatingível”, torne-se mais palpável e você terá uma satisfação maior ao ir alçando as metas intermediárias. E isso fará com que você renove suas energias para ir seguindo em frente rumo ao alcance das demais, até chegar no objetivo final!

 

Juros: empréstimos e investimentos

Os juros que pagamos nos empréstimos em geral são muito superiores aos juros que recebemos em investimentos. A propósito, vale lembrar que os juros do cheque especial e do cartão de crédito estão entre os maiores da atualidade. Evite-os ao máximo! Fuja deles!

Sendo assim, isso significa que em nosso país, na maioria das vezes, é melhor quitar os empréstimos antes de começar a investir.

Porém, é importante não utilizar todos os recursos para pagar as dívidas e guardar uma pequena parte como reserva de emergências, para os casos inesperados. Pois ter de utilizar o cheque especial pode ser ainda mais custoso numa emergência.

 

Reserva de emergências

E quanto à reserva de emergências? Qual deve ser o tamanho desta reserva?

Eu sempre costumo dizer que, para uma pessoa que não tem dívidas, o ideal é ter uma reserva de 3 a 12 vezes o valor dos gastos mensais. Porém, é bom deixar registrado que este valor pode variar, conforme o grau de segurança que a pessoa precisar ter.

De outro lado, se a pessoa estiver endividada, não vale a pena ter uma reserva de emergências muito grande, já que ela estará pagando juros das dívidas que possuir. Em casos assim, é melhor diminuir o tamanho da dívida e deixar reservado apenas um valor para lidar com pequenos imprevistos.

 

Compra por impulso

Um dos piores hábitos financeiros é a compra por impulso. Infelizmente muita gente age totalmente orientada pelas emoções e sequer toma consciência real do que está fazendo de fato. As consequências podem ser muito ruins e podem comprometer todo o equilíbrio financeiro da família.

Planejamento financeiro depende de tomar ciência do que queremos e traçar um caminho até lá. Isso invariavelmente passa por pesquisa, seja ela a pesquisa de preço, de qualidade, por descontos ou melhores condições de pagamento.

Pra poder economizar, em geral, gasta-se sola de sapato. O que é fácil custa dinheiro. Já comprou um ingresso de cinema pela internet? Estacionou na área Vip? Pois é, é fácil, né? Mas, paga-se caro por isso.