Dólar em alta: e agora?

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Desde a semana passada, por conta da alta do dólar, vários amigos e clientes entraram em contato querendo saber o que fazer… Alguns deles já estavam com passagem comprada para o exterior e outros ainda não, mas todos estavam ansiosos, sem saber se mudavam os planos das férias, se compravam moeda agora ou se esperavam um pouco mais.

Paralelo a isso, fui entrevistada no último domingo pela Rádio Gaúcha onde dei algumas orientações para quem tem dúvidas sobre o que fazer nessa hora. Escute a entrevista completa a seguir:

 

Dólar em alta: o que fazer se você vai viajar para o exterior?

O ideal é que a pessoa sempre se programe com antecedência, planeje-se para comprar a moeda estrangeira com calma e aos poucos, para fazer um preço médio.

Porém, para quem não fez o dever de casa, não se planejou, e vai precisar da moeda americana, o jeito é comprar logo, porque existem previsões de maiores altas pelo menos até as eleições, já que daqui em diante só devem aumentar as incertezas.

 

Dólar em alta: melhor comprar a moeda ou melhor usar o cartão de crédito?

Nesse caso, costumo recomendar a compra da moeda em espécie, já que os cartões possuem taxas mais altas de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), hoje em 6,38% e você acabará pagando uma taxa bem maior do que na casa de câmbio, em que esse imposto é de 1,10% sobre o valor da compra.

No entanto, é interessante consultar a operadora do seu cartão para que você possa fazer esse cálculo com maior grau de certeza e possa tomar uma decisão de qualidade, pois algumas vezes o cartão de crédito utiliza o câmbio comercial para a conversão para Real, e esta cotação é mais baixa do que o dólar turismo.

Mas, de qualquer forma, é mais conservador comprar logo a moeda, mesmo que seja no cartão pré-pago (se esta for a sua opção e lembrando que neste caso o IOF é de 6,38%), pois assim você garante o valor do câmbio e saberá de imediato quanto irá gastar na viagem. Se comprar no cartão de crédito, vai ficar dependendo do câmbio do dia do pagamento e a surpresa pode não ser das melhores se o dólar continuar subindo.

 

Buscadores de câmbio

Recentemente, para minha última viagem, precisei comprar dólar e descobri que a internet oferece soluções muito interessantes, como os “buscadores de câmbio”, que são sites ou apps que nos ajudam a encontrar corretoras e casas de câmbio que oferecem as moedas que procuramos com ótimas cotações. É muito prático e facilita a nossa busca!

Em uma rápida pesquisa, eu descobri a existência de dois buscadores:

Meu câmbio

Foi esse aqui que utilizei recentemente e a experiência foi bem legal. O buscador me ajudou a encontrar uma corretora bem perto da minha casa, com uma ótima taxa de câmbio. Eu precisei comprar com urgência e o auxílio da equipe deste buscador fez toda a diferença para que eu conseguisse ter sucesso na empreitada.

Melhor câmbio

Nunca usei pessoalmente, não posso dar minha opinião, mas é uma outra opção.

Outro recurso bem legal é o Ranking do VET (valor efetivo total cobrado nas operações de câmbio), disponibilizado pelo Banco Central. Esse ranking mostra as corretoras que costumam vender moedas estrangeiras com os melhores preços. Clique aqui para acessar!

 

Sobre a intervenção do Banco Central no câmbio

Esta semana o governo aumentou o volume de oferta de contratos de swap cambial tradicional e isso deu uma segurada na alta do dólar… Mas o que seria isso?

Swaps Cambiais são contratos de troca de indexadores, em que o Banco Central paga ao investidor a variação do dólar mais um prêmio e recebe em troca a variação da Selic do período. Esses contratos seriam equivalentes à venda de dólar futuro pelo Governo. Por meio deles, o Banco Central tem por objetivo diminuir o preço do dólar ou frear fortes altas que podem afetar gravemente a economia brasileira. No site do Banco Central swap cambial está assim conceituado: o swap cambial é utilizado para prover liquidez quando necessário e evitar volatilidades excessivas no mercado de moeda estrangeira.

Vale lembrar que nesse tipo de operação não há entrega efetiva da moeda americana, mas apenas da variação da mesma até o vencimento do contrato. Os investidores compram esse instrumento para se proteger da subida do câmbio ou para simplesmente especular com a sua alta.